1.7 Como uma OPD pode participar do PRS?
Como todas as OSCs, as OPDs têm o direito de participar no processo nacional do PRS. O contexto e o enfoque variam muito de um país para outro, o mesmo acontecendo com os estágios alcançados e o estado de andamento do PRS nacional. Em geral, porém, todos os estágios do processo oferecem pontos de entrada para a sociedade civil, sendo os mais importantes deles:
- Formulação: Muitas vezes, uma Análise Participativa da Pobreza (APP) faz parte da etapa de formulação, permitindo às OPDs contribuir com as suas opiniões e experiências com a pobreza. Uma vez iniciado o processo de formulação, as OPDs podem revisar as versões preliminares de PRSP, comentá-las, propor novas questões importantes, contatar as pessoas encarregadas da redação do PRSP, participar de oficinas e conferências sobre PRSP, etc.
- Implementação: Durante a implementação da estratégia PRS, a contribuição das OPDs inclui assessoria, sensibilização, execução do projeto, etc.
- Monitoramento e avaliação: Às vezes, as instituições e estruturas responsáveis oferecem à sociedade civil e às OPDs a oportunidade de participar, observar e avaliar a qualidade e a quantidade de atividades.
O processo PRS é baseado numa perspectiva de longo prazo: depois de entrar, por algum ponto, as OPDs precisam ter paciência e firmeza para participar regular e continuamente. Intervenções isoladas podem ter algum efeito de curto prazo, mas nunca resultarão em mudanças duradouras. Uma abordagem de longo prazo, porém, exige um mínimo de capacidade de parte da OPD envolvida. Realizar uma auto-avaliação organizacional pode ser um bom começo para traçar um quadro realista da capacidade de uma determinada organização. A auto-avaliação dá a base para qualquer planejamento futuro por parte da OPD, e oferece a oportunidade de identificar e superar dificuldades existentes, contribuindo assim para a unidade do movimento nacional da deficiência. O PRS é uma estratégia que abarca todo o país e envolve múltiplas partes interessadas; daí a importância do trabalho em rede e das alianças como meios de fortalecimento. A estreita cooperação com outras organizações é indispensável para criar união e dar peso às questões essenciais. Além disso, o uso sistemático de técnicas e ferramentas de defesa de interesses e lobby é essencial para encontrar a abordagem certa, que dê os melhores resultados em cada país.
Mais informações
O capítulo 3 descreve os pontos de entrada com mais detalhes
O capítulo 6, seção 5, explica as abordagens setoriais de PRSP e deficiência
O capítulo 7 mostra diferentes abordagens de Gestão de Projetos e Processos
O capítulo 8 apresenta técnicas fundamentais de defesa de interesses e lobby




