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2.1.1 Etapa 1: Fase de orientação

Normalmente existem informações prévias, de caráter geral ou mesmo específico, sobre deficiência e as partes interessadas em PRS. No entanto, uma boa análise dos grupos interessados traz novos aspectos interessantes, mesmo para especialistas experientes na área, quando realizada com várias partes interessadas diferentes. Uma análise sobre os grupos interessados pressupõe uma pesquisa sistemática das organizações e instituições que trabalham na área em questão. A análise proporciona informações, entre outras, acerca das estruturas, actividades e capacidades das organizações.

Por exemplo, a análise dos grupos nacionais interessados em PRS dá um panorama do estágio alcançado no processo PRS nacional e traz detalhes sobre os grupos interessados envolvidos e suas inter-relações. Geralmente inclui o órgão governamental responsável e os principais grupos interessados da sociedade civil. Com base nessas informações, as OPDs pode identificar mais facilmente os possíveis pontos de entrada, bem como os possíveis aliados para uma futura cooperação nas etapas 2 e 3.

Os grupos interessados em deficiência podem ser analisados em dois níveis: o nível externo e o nível interno.

A análise externa é feita sempre por um especialista que já trabalhe activamente com os grupos interessados em questão. A análise visa a avaliar a totalidade do sistema de grupos interessados no campo da deficiência e/ou PRS. O grau de participação e envolvimento activo de cada grupo interessado nesta avaliação pode variar consideravelmente. A análise proporciona informações sobre possíveis aliados e parceiros, e explica as relações entre essas partes interessadas. Indo mais a fundo, facilita a escolha de organizações parceiras e dá elementos valiosos para qualquer OPD em busca de uma posição adequada dentro do sistema.

A análise interna normalmente requer uma auto-avaliação organizacional. Ela permite à OPD avaliar melhor as suas próprias capacidades e potenciais. A auto-avaliação visa a fortalecer a organização em questão através da análise dos seus pontos fortes e fracos e ao identificar as oportunidades e limites relacionhados com o meio social em que opera. Os resultados permitem traçar um quadro realista das capacidades existentes e ajudam também a organização a aprender e a adaptar-se mais facilmente às mudanças do meio. Ao mesmo tempo, a avaliação facilita o planejamento e a implementação de qualquer projeto ou atividade. A auto-avaliação organizacional mostra também o potencial existente de qualquer OPD para participar ou contribuir para o desenvolvimento de um movimento nacional da deficiência.

Mais informações

O capítulo 7, seção 1, dá maiores detalhes sobre a análise dos grupos interessados e sobre a auto-avaliação organizacional

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