4.2.4 Resultados
Como resultado desses esforços, há hoje um número razoável de aspectos relativos à deficiência no PRSP de Bangladesh (vide Government of Bangladesh, 2005, pp. 157-58). Foi incluindo um capítulo à parte sob o título “Assegurando participação, inclusão social e cidadania”. As ações propostas nesse capítulo cobrem os sete temas a seguir:
- Coleta de dados sobre deficiência
- Plano de ação nacional em deficiência
- Educação
- Setor de saúde
- Renda
- Mobilidade e acessibilidade
- Participação na tomada de decisões
Infelizmente, a maioria das ações propostas ainda não foram implementadas. De acordo com informações da ADD, apenas os programas que já estavam previstos antes do PRS (e incorporados a este para atender a exigência de que o PRS seja uma estratégia abarcante) foram parcialmente implementados, a saber:
- Microcréditos passam a ser disponíveis para pessoas com deficiência (renda)
- Auxílios por deficiência são pagos a título de benefício social.
Ambos os programas só são implementados quando as pessoas com deficiência os reivindicam a nível local. Por isso, conseguem-se mais verbas quando as pessoas com deficiência estão organizadas de alguma maneira, p. ex., tendo formado OPD (maiores informações no relatório ADD).
A maioria dos assuntos tratados no governo são informados em bangla, a língua oficial do país, o que leva à exclusão automática da maioria dos quadros internacionais do pessoal que trabalha nas (I)ONGs. A Handicap International dependeu da NFOWD para entrar em contato com a Comissão de Planejamento e outras pessoas relevantes. Por sua parte, a NFOWD usou os préstimos da Handicap International em assessoria técnica. A Handicap International prestou assessoria também à Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e à organização britânica Save the Children UK sobre a inclusão de crianças deficientes no PRSP nacional. Esses exemplos mostram que as parcerias e alianças entre organizações nacionais e internacionais podem ser estruturadas de diferentes maneiras e funcionar muito bem. Depois da contribuição da Handicap International no tocante ao documento de posicionamento e ao resumo, a NFOWD deu continuidade à sua ação de defesa de interesses junto ao governo, ao mesmo tempo em que continuava a ser membro do Comitê Nacional sobre Deficiência dentro do governo.




