Making PRSP Inclusive
CBM Logo and link to homepage
Handicap International Logo and link to homepage

4.4.3 Deficiência e PRSP

O primeiro PRSP raramente levou em consideração as pessoas com deficiência e os seus interesses. Este fato foi mencionado pela primeira vez por doadores durante a Reunião do Grupo Consultivo de 2002 (uma reunião de doadores, governo e da sociedade civil). No final daquele ano, um representante de uma OPD (DOLASED) participou e pronunciou-se na Semana da Política de Combate à Pobreza. Desde então, diferentes OPDs e a federação dessas organizações, Shivyawata, têm tentado fazer-se ouvir. Tiveram sucesso durante o processo de revisão, logrando obter verbas do Gabinete da Vice-Presidência e do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PDNU) para realizar avaliações participativas da pobreza (PPAs) e para organizar audiências públicas em 2002/2003. O objetivo desses PPAs era coletar “vozes dos pobres” e obter informações específicas acerca das condições de vida das pessoas com deficiência. O levantamento foi conduzido pela Shivyawata e pelo ICD em 21 regiões por todo o país. A constatação mais importante foi que as pessoas com deficiência estão entre as mais vulneráveis à pobreza e que seus problemas são multidimensionais. No processo de elaboração do segundo PRSP (MKUKUTA), as OPDs foram convidadas em todos os níveis a participar das reuniões consultivas ou seminários organizados pelo Gabinete do Vice-Presidente. Desta forma, influenciaram o documento, primeiro através dos dados levantados, posteriormente, participando na formulação da última versão preliminar. Trabalho em rede e lobbying foram importantes durante todo o processo. Por exemplo, o ICD, a DOLASED e outras OPDs participaram no Fórum da Política de ONG. Tinham bons contatos com pessoas nos comitês responsáveis pelas decisões. Essas pessoas conheciam a questão da deficiência e informavam sobre o processo em andamento. A cooperação com o Ministério do Trabalho, Juventude e Desporto/Bem-Estar Social, responsável pelas questões de deficiência, é particularmente notável.

Para promover a implementação do PRSP, a Christoffel Blindenmission (CBM) e OPDs tanzanianas organizaram uma oficina em setembro de 2005, e convidaram uma série de organizações de pessoas com deficiência e para elas, bem como representantes de instituições governamentais e internacionais. A oficina foi um grande sucesso, com uma média de 60 participantes em cada um dos três dias. Um dos resultados foi a criação da Rede de Deficiência Mkukuta na Tanzânia, que acompanha de perto a execução das ações.

^ para cima

 

Escolha o estilo