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4.8.3 Exclusão

Em todos os quatro estudos de caso, o processo nacional de PRS inicialmente ignorou a questão da deficiência e as pessoas com deficiência; só depois de consideráveis esforços, em termos de participação e consulta de OPDs, é que as questões relevantes foram finalmente abordadas. Em Honduras, Bangladesh e Tanzânia, as pessoas responsáveis pareceram verdadeiramente interessadas no assunto ou se mostraram até mesmo envergonhados pelo esquecimento da deficiência; isto facilitou muito o reconhecimento do problema. Na Serra Leoa, porém, os representantes não mostraram nenhum interesse na participação da sociedade civil, embora isto simplesmente refletisse um problema maior no conjunto do processo PRS. Geralmente, as partes interessadas dos outros três países se queixaram da falta de transparência do processo e do fato de que, durante muito tempo, pouco ou nada se sabia a respeito; as partes interessadas achavam que nem sempre eram convidadas para consultas e outros eventos relacionados.

Exclusão devido a idiomas estrangeiros

Em muitos casos, é difícil para as OPDs e ONGs locais conseguir acesso ao processo PRS porque a maioria das informações estão disponíveis apenas em idiomas estrangeiros (normalmente inglês ou francês) e não nas línguas locais/nacionais. Por isso é muito recomendável investir na tradução dos documentos relevantes e produzir materiais de fácil leitura. Em Bangladesh, por exemplo, o documento de posicionamento dos grupos interessados em deficiência foi resumido em três páginas e traduzido para a língua bangla.

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