Making PRSP Inclusive
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4.8.4 Estratégias de inclusão

Os diferentes projetos e atividades descritos no estudo de caso usaram toda uma gama de estratégias para entrar no processo PR

Declarações escritas

Os grupos interessados em deficiência em Honduras, Bangladesh e Serra Leoa redigiram documentos de posicionamento e os enviaram a um público amplo (governo, instituições doadoras e organizações internacionais). No Camboja, os grupos interessados em deficiência contribuíram para uma declaração geral da sociedade civil. No Bangladesh o documento de posicionamento que produziram não foi útil apenas para despertar a atenção dos grupos interessados em PRS, como também ajudou a promover a orientação interna e a definir uma estratégia conjunta dentro do movimento das pessoas com deficiência em todo o país. Em todos estes exemplos as declarações escritas revelaram-se úteis para despertar a consciência, embora não tenham conseguido um impacto direto sobre o PRS em todos os casos.

Análise

Na Tanzânia, as organizações da deficiência realizaram uma análise participativa da pobreza entre pessoas com deficiência e contribuíram com dados para a análise geral da pobreza.  Os dados provavam que as pessoas com deficiência estão entre os grupos mais vulneráveis da sociedade e, consequentemente, o PRSP as levou em consideração em vários pontos. Isto mostra que os dados concretos podem ser muito convincentes para os tomadores de decisões do PRS e representam uma base valiosa para o planejamento. Contudo, em muitos países não existem dados confiáveis a respeito de pessoas com deficiência, nem há recursos disponíveis para a pesquisa. Honduras resolveu este problema inserindo a reivindicação de estatísticas sobre a reivindicação no próprio documento PRSP.

Trabalho em rede

Em todos os estudos de caso o trabalho em rede revelou-se essencial. O trabalho em rede se dá em dois níveis: interno e externo. Trabalho em rede interno significa que as organizações de/para pessoas com deficiência devem tentar se unir e reivindicar uma posição conjunta. O desafio aqui consiste no risco de a definição de uma posição comum favorecer o abandono da diversidade. No entanto, como o PRS é um processo nacional com muitos grupos interessados envolvidos, é extremamente importante para qualquer movimento nacional de deficiência maximizar a sua legitimidade em termos de garantir apoio amplo e de apresentar mensagens muito claras.

O trabalho em rede externo significa que as organizações da deficiência precisam abordar os grupos interessados em PRS, tais como instituições governamentais, ministérios, organizações doadoras, organizações internacionais, instituições de pesquisa, etc. Em todos os estudos de caso, os contatos existentes com representantes dentro do governo e outros importantes grupos interessados reveleram-se de grande importância. Ao mesmo tempo, o PRS oferece uma plataforma para criar novos contatos, porque essas estratégias reagrupam uma grande variedade de grupos interessados. Esses contatos podem ser úteis também em futuras situações.

Falando com uma só voz

Como mencionamos acima, é útil que as OPDs formem um tipo de rede e fale com uma só voz. No entanto, isto é um desafio porque as pessoas com deficiência não são um grupo homogêneo, mas têm interesses e problemas muito diferentes. Reivindicar falar com “uma só voz” também é desafiado pelo fato de que alguns grupos específicos às vezes são completamente ignorados, por exemplo, as pessoas com deficiências intelectuais, cujas famílias raramente são organizadas formalmente, e assim elas impedidas de contribuir para o processo PRS.

Demonstração de boas práticas

No Camboja as OPDs locais implementaram projetos de pequena escala, por exemplo, mulheres com deficiências participaram de um curso de formação vocacional. Depois este projeto foi apresentado às autoridades municipais como um boa exemplo de apoio a pessoas com deficiência. No Vietname organizou-se um curso de língua de sinais. O acontecimento foi noticiado nos jornais e na TV, despertando reações positivas e pedidos no sentido de que as autoridades locais oferecessem cursos semelhantes. Nos dois países, os projetos de pequena escala se revelaram uma excelente forma de despertar a atenção tanto do público como das autoridades e apontar para uma solução do problema identificado. Muitas vezes, as autoridades podem se sentir sobrecarregada ao ser confrontada com os problemas das pessoas com deficiência e podem não ser capazes de desenvolver soluções, o que enfatiza a necessidade de propostas proativas e positivas.  

Conscientização

A conscientização acerca da situação das pessoas com deficiência é o primeiro passo de qualquer outra atividade. “Normalmente” as pessoas com deficiência não são percebidas e permanecem “invisíveis”. Por isso, os grupos interessados em deficiência devem empreender esforços para aumentar a visibilidade das pessoas com deficiência, especialmente entre o público mais amplo. A partir do momento em que passam a ser aceitas como seres humanos como todo mundo que precisa estar incluído na sociedade, a opinião pública pode acabar tendo um impacto nos tomadores de decisões.

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