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7.1.1 Por que trabalhar em rede?

Para integrar com sucesso questões relativas à deficiência no processo PRS são necessários um forte trabalho de lobby e um movimento nacional da deficiência bem organizado. Isto requer que cada organização interessada tenha uma identidade clara e consciente, e isto se aplica também ao nível de todo o movimento. A formação de redes e alianças são técnicas importantes para toda OPD e toda organização que trabalha no campo da deficiência, pois são formas eficientes de ganhar peso político e de se fazer ouvir com maior facilidade pelos representantes oficiais. Compartilhar recursos implica também maior eficiência de custos. Contudo, o trabalho em rede também acarreta um risco a ser considerado: a discussão com os aliados potenciais e a busca de consenso são processos demorados que podem, às vezes, resultar em conflito. O desafio é achar o justo equilíbrio entre a urgência e um consenso convincente.

São necessários diversos elementos importantes para formar alianças, redes e parcerias efetivas. As sub-seções a seguir explicam a importância da auto-avaliação organizacional como forma de dar uma identidade compartilhada ao movimento das pessoas com deficiência. Especialmente os resultados da análise das partes interessadas trazem informações decisivas sobre a importância e a relação das diferentes organizações e das pessoas no contexto das questões relativas à deficiência. O trabalho sobre a estratégia e o posicionamento de uma organização também oferece às partes interessadas uma oportunidade de discutir possíveis alianças, redes e parcerias. A formação de redes e alianças também requer que se levem em consideração as seguintes perguntas:

  • Quem seria um parceiro aceitável para atingir os objetivos?
  • Quem poderia se opor ou até mesmo rejeitar ativamente este processo?      

A questão do poder está no âmago de toda cooperação bilateral e multilateral. No entanto, embora seja uma questão importante e capaz de promover ou destruir qualquer parceria ou aliança, é normalmente assunto tão delicado que se torna difícil abordá-lo adequadamente. Ainda assim, todas as organizações envolvidas deveriam interessar-se em tornar mais transparentes as estruturas de poder internas e externas e os procedimentos de tomada de decisão, a fim de evitar manipulações e desconfiança mútua.

Mais informações

CEDPA (1999): Advocacy: Building Skills for NGO Leaders. The CEDPA Training Manual Series, Volume IX, Washington , Session Five, pp. 40-47.

Harris, Alison com Sue Enfield (2003): Disability, Equality and Human Rights: A Training Manual for Development and Humanitarian Organisations. Publicação da Oxfam em cooperação com Action Aid on Disability and Development (ADD), Oxford. Nas 224 e 225 encontra-se um exercício de brainstorming sobre que pessoas podem ser úteis, sobre a ordem de prioridade das pessoas a contatar, que contatos já existem, com quem se pode contar, quem precisa ser persuadido, etc.

O Manual de Parceria, de 90 páginas (em inglês).

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