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7.1.2 Auto-avaliação organizacional

Objetivos

A auto-avaliação organizacional é um processo que fortalece toda organização que o implementa: consiste, entre outras coisas, em trabalhar a identidade da organização, analisando os seus pontos fortes e fracos internos e identificando as oportunidades e limitações ligadas ao meio. Os resultados permitem traçar um quadro realista das capacidades existentes e ajudam a organização a aprender e a adaptar-se mais facilmente às mudanças do meio. Ao mesmo tempo, a avaliação facilita o planejamento e a implementação de qualquer projeto ou atividade. Representantes que conhecem e têm uma visão concordante da identidade corporativa são capazes de agir de forma mais coerente e eficiente em qualquer campo, inclusive no setor da deficiência.

No campo do desenvolvimento e cooperação, os projetos conjuntos são normalmente implementados por duas ou mais organizações que trabalham em cooperação ou independentemente. Às vezes, desta cooperação pode resultar uma identidade compartilhada capaz de criar ambivalência e insegurança dentro e fora das organizações envolvidas. Conhecer a própria identidade e estar ciente das próprias capacidades e limites facilita a cooperação e o planejamento de um projeto conjunto, por tornar mais realistas as expectativas mútuas. Uma combinação de auto-avaliação organizacional e de análise das partes interessadas transmite às pessoas e organizações envolvidas uma impressão realista do seu potencial como movimento das pessoas com deficiência. Sobre esta base, elas serão capazes de desenvolver uma estratégia de atividades conjuntas adaptada ao seu contexto nacional específico.

Questões chave

A auto-avaliação organizacional é uma análise interna da organização, realizada pelos seus representantes-chave. Tais avaliações variam consideravelmente em intensidade e alcance, dependendo do tempo e dos recursos disponíveis. Os próprios representantes fazem a avaliação sozinhos ou assistidos por um facilitador externo. É necessário discutir os seguintes pontos e perguntas:
[As ferramentas no. 11-25 podem facilitar a discussão a esse respeito]

  • Quem são as pessoas-chave na organização? (liderança)
  • Qual é a motivação e a visão delas? (trabalho em equipe, coerência interna, “identidade corporativa”)
  • Como é a relação entre essas pessoas-chave?
  • Qual a influência dessas questões no desempenho e nas atividades da organização?
  • Qual é a influência de cada pessoa-chave num determinado projeto ou numa atividade específica?
  • Quem é responsável pelo quê?          
  • Qual é a história e a evolução da organização, do projeto e da parceria.

Mais informações

James, Rick (1998): De-mystifying Organisational Development; Practical Capacity Building Experiences from African NGOs, INTRAC.

Gubbels, Peter and Catheryn Koss (2000): From the Roots up: Strengthening Organizational Development through Guided Self-assessment. World Neighbours.

Practice reports provide helpful hints on how to organise work.

International NGO Training and Research Centre.

International Development Research Centre.

The Gateway to Development Information” offers numerous resources and manuals for download.

QSTG (2000): Self-assessment Workbook: Measuring Success.

CIIR (2005): Capacity Building for Local NGOs. A guidance manual for good practice.

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