7.2.2 Trabalho organizativo
Há muitas diferentes maneiras de reunir pessoas para trabalhar sobre temas específicos, dentre elas os seminários, grupos de estudo, conferências e oficinas, para mencionar só algumas. A freqüência das reuniões vai desde o encontro esporádico ou periódico/contínuo até as intervenções pontuais. Tudo depende da situação local, da capacidade dos organizadores e dos recursos financeiros disponíveis. A ferramenta 23 propõe uma opção de processo para organizar uma primeira oficina de representantes.
Os resultados de qualquer trabalho conjunto dependerão basicamente do número e da função dos participantes: quanto maior o número de participantes, tanto maior o número de opiniões e pareceres diferentes, e possivelmente tanto mais difícil, também, estabelecer conclusões comuns a todos. O trabalho também pode tornar-se mais difícil e consumir mais tempo, dependendo da dinâmica do grupo em questão. Mesmo com muito tempo, energia e discussão, o sucesso não é garantido. Mas as vantagens da busca por uma posição comum são óbvias: os pontos em discussão e os argumentos serão apoiados pela maioria dos grupos interessados ligados às pessoas com deficiência que, juntos, terão melhor possibilidade de se fazer ouvir. A abordagem alternativa, que consistiria em atribuir a uma só pessoa a tarefa de coordenar os diferentes grupos interessados e falar no seu nome, pode ser mais eficiente e rápido do ponto de vista organizativo, mas envolve o risco de baixa representatividade e baixo nível de protagonismo.
Seja qual for a abordagem adotada, é importante, ao se organizar o trabalho com pessoas com diferentes tipos de deficiência, ter conhecimento das suas deficiências individuais e ter presente como estas influem na sua capacidade de trabalhar e de participar. Na seleção das ferramentas pedagógicas e dos métodos didáticos, é necessário considerar os diferentes tipos de deficiência, assim como os desejos e necessidades especiais de cada indivíduo.
É preciso considerar seriamente os dois componentes abaixo ao organizar o trabalho conjunto:
- O facilitador: É sempre conveniente ter um facilitador independente. Cabe a ele/ela estruturar a discussão e encorajar os participantes a contribuir.
- Diárias e despesas de viagem: em muitos países é de praxe pagar uma diária aos participantes. No entanto, muitas vezes é complicado encontrar o justo equilíbrio. Se o valor for muito baixo, pode ser que as pessoas não consigam vir por causa de outros compromissos ou porque não podem arcar com as despesas da viagem, etc. Se for muito alto, há o risco de as pessoas virem mais por conta do bom pagamento do que pelo interesse real no assunto.
Mais informações
Impact Alliance Resource Centre: Facilitation Techniques
O relato da oficina na Tanzânia dá um exemplo de como organizar o trabalho
Lista de verificação: Organizar reuniões




